Quadro negro preenchido

Criatividade na sala de aula

Está se tornando cada vez mais difícil envolver os alunos a cada ano. Sua atenção é mais atraída para o jogo no telefone ou a série no tablet. Mas há professores que conquistam com sucesso a atenção dos alunos com criatividade.

A introdução ativa de “máquinas pensantes” (em outras palavras, computadores) na vida cotidiana teve um efeito positivo na sociedade. A técnica nos ajuda a lidar rapidamente com muitas coisas que costumavam levar não apenas minutos preciosos, mas também força. Não é fácil imaginar a vida sem uma calculadora. Em primeiro lugar, cálculos complexos são coisa do passado. Esta máquina é capaz de encontrar uma solução para até a fórmula mais complexa. E segundo, a precisão aumentou. A probabilidade de erro é quase zero.

As tecnologias modernas são relevantes não apenas na vida cotidiana, mas também no ambiente educacional. Comparando o processo educacional hoje com o que era há 20 anos, você certamente chegou à conclusão de que ocorreu um avanço. E isso se aplica tanto a ajudar os alunos quanto ao próprio treinamento. Os alunos têm diários eletrônicos, acesso a obras literárias na Internet, qualquer informação necessária é armazenada lá. Havia uma educação a distância, todos os tipos de webinars. E, para se envolver em particular com um professor, basta ter uma conta do Skype. Durante as aulas, videoclipes e apresentações são cada vez mais usados. Por um lado, é ótimo. Mas se você olhar para o outro? Gradualmente, o papel do professor no processo educacional diminui, dando lugar à tecnologia eletrônica.

Atualmente, um professor não deve apenas conhecer brilhantemente sua matéria, ele deve ser capaz de apresentá-la de maneira interessante. Não se intimide com rigor, não coloque na cabeça dos alunos um número infinito de definições incompreensíveis. Ele deve simplesmente garantir que, durante as aulas, as crianças não procurem uma razão para o absenteísmo, mas, pelo contrário, esforçam-se para chegar mais cedo para ocupar um lugar mais próximo do professor. Como fazer isso? Obviamente, introduzindo os elementos da criatividade no decorrer da lição.


OS PROBLEMAS PRECISAM SER ANALISADOS

 A melhor maneira de fazer com que os alunos participem de uma lição é pedir-lhes que participem do cérebro. O método de brainstorming foi inventado nos anos 30 distantes, mas ainda é popular. A idéia principal é que, em um formato de discussão, os participantes da conversa compartilhem suas idéias para resolver o problema. Tudo começa, em regra, com suposições muito banais e bastante previsíveis; portanto, devido à estimulação da atividade criativa, as idéias se tornam mais complexas e, às vezes, até fantásticas. Naturalmente, é dada preferência aos melhores, e então eles tentam implementar essas idéias.

Este é o primeiro método criativo que você pode usar no início da lição. Ao anunciar aos alunos o tópico em que a lição será focada, convide-os a expressar suas associações que surgirem em conexão com ela. Suponha que, em uma lição de literatura, você tenha que passar pelo trabalho de Pushkin. Traga o nome dele no quadro e pergunte que tipo de trabalho o escritor conhece. Se o bloco “hobbies” estiver na lição de inglês do programa, discuta os mesmos hobbies no mesmo formato. Em primeiro lugar, não se trata de uma pesquisa: segundo as estatísticas, até os mais tímidos participam dessa atividade. E, em segundo lugar, cria um certo senso de competição: quem dirá mais? Quem tem mais ideias? Naturalmente, para maior clareza, vale a pena colocar o esquema de discussão no quadro.

Mesmo que a expressão “floresta de mãos” não seja sobre a sua turma, o brainstorming é uma ótima maneira de manter todos em movimento.

Essa técnica pode ser usada em cada lição, mas só pode ser usada para lições introdutórias e generalizadas. Por exemplo, em biologia, ao estudar o tópico “Mamíferos”, você pode escrever quem está nessa classe ou determinar os recursos que esses seres vivos possuem. Idealmente, é melhor pensar com antecedência no curso do brainstorming e determinar por si mesmo o que exatamente você quer ouvir dos alunos, para que mais tarde possa direcionar os pensamentos deles na direção que você precisa.


QUE CHAPÉU É SEU HOJE?

Os proponentes do brainstorming foram além e chegaram à conclusão de que as idéias podem ser neutras, positivas e, consequentemente, negativas. Edward de Bono lidou com essa questão com mais detalhes, e assim apareceu a teoria dos seis chapéus. Na verdade, este é um jogo psicológico de representação de papéis, e você pode jogá-lo de forma independente e em grupo. E ela ensina a incluir o pensamento criativo. Pode ser usado em direções absolutamente diferentes: ao escrever um ensaio problemático, por exemplo, ou por esse princípio, você pode organizar o debate na sala de aula.

De Bono identificou as principais linhas de pensamento em humanos e cada uma delas premiou uma certa cor. Existem seis: vermelho, azul, amarelo, verde, branco e preto. O psicólogo argumentou que o tipo de pensamento depende de tantos fatores vitais que iniciam sua formação na infância. E como é completamente impossível alterá-lo, você pode pelo menos substituí-lo temporariamente por outro, tentando pensar em si mesmo.

Chápeu pensante
Chápeu pensante

O chapéu vermelho é responsável pela intuição, pelas sensações e dicas internas. O azul ajuda a se sentir um líder no processo; nesse chapéu, não há necessidade de expor idéias, basta definir uma meta no início e resumir no final. O chapéu amarelo é responsável por previsões otimistas: nesse chapéu você precisa procurar chaves positivas para resolver o problema e prever apenas resultados bem-sucedidos. Vestindo um chapéu preto, você deve tentar o papel de um pessimista. Que problemas você pode enfrentar ao escolher uma ou outra solução? Quais são os riscos? O chapéu verde é responsável pela parte criativa sem avaliar os lados positivo e negativo. O branco restante é na verdade uma folha na qual você pode fazer as informações discutidas durante a conversa. Quem o colocar deve ativar a lógica e entender o que está faltando e onde obtê-lo.Quando pedimos a alguém para pensar em um problema, em regra, nunca obtemos uma resposta clara, porque uma pessoa analisa superficialmente cada aspecto da pergunta. Mas se pedirmos para destacar os lados positivos e negativos desse problema, na maioria das vezes obteremos uma resposta estruturada. Usar esse método na prática nos ensina não apenas a expressar nossos pensamentos, mas também nos ensina a apresentá-los corretamente e a identificar relacionamentos causais. Além disso, o debate realizado nesse sentido assume um clima de jogo.


EDUCAÇÃO + ENTRETENIMENTO =?

Treine, de brincadeira. Esta é precisamente a ideia que reside no conceito de educação. No século XVII, figuras educacionais chamavam escolas comuns de servidão penal e pediam transformar essas instituições em locais de jogos. Afinal, você só precisa pensar: por que os alunos estão tão entusiasmados com o aprendizado no computador? Por que você fica tão feliz quando o professor se oferece para concluir a tarefa do filme? Porque a tecnologia eletrônica, e especialmente o computador, eles se associam ao entretenimento, ao relaxamento. E se você introduzir o conceito de “jogo” na lição, o aluno irá apreciá-lo em um nível emocional. Vale a pena explicar aos alunos que um jogo estará esperando por eles na sala de aula, mas somente se eles se prepararem para isso.

Nas escolas de direito, a ação é muito popular. O professor diz aos alunos com antecedência que tipo de trabalho eles separarão e atribui papéis: quem é responsável por quê. Os alunos, por sua vez, devem se preparar para este jogo: pensar ao longo do jogo, familiarizar-se com o código criminal, criar uma linha de comportamento, uma estratégia para si mesmos. O aluno não tem a sensação de que está estudando um livro didático. Tal tarefa não pode ser chamada de pesada. Mas isso é apenas à primeira vista: na verdade, os jogadores precisam estudar um grande número de materiais para tornar o jogo realmente interessante. Mas aqui está incluído um elemento de entusiasmo, o desejo de ser o primeiro, o melhor, ou seja, a atividade competitiva não é deixada sem atenção. Assim, todo o material é estudado em um ataque de entusiasmo, dando apenas prazer. E, mais importante,

Quem disse que os alunos do ensino médio não gostam de brincar? Eles ficam felizes em experimentar várias situações e não se importam, por exemplo, em interpretar professores.

Esse é um dos tipos mais comuns de jogos no exterior: é criada uma imitação de uma situação que pode acontecer a um aluno, e ele o deixa, mostrando seu conhecimento. Está provado que isso aumenta a motivação, o interesse pelo assunto e também ensina os alunos a se comunicarem. Da mesma forma, você pode jogar outras especialidades. Mas vale a pena considerar o fato de que essas tarefas são mais adequadas para aulas especializadas que estudam o assunto profundamente e em detalhes.

E isso é apenas uma pequena parte do que você pode incluir na aula para a próxima lição. Quanto mais momentos criativos houver em uma lição, mais os alunos se interessarão pelo assunto. Mas qualquer professor se esforça exatamente para isso, certo?

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